O medo.

Face a uma tarefa que não se é capaz de terminar, ainda para mais quando essa tarefa já deveria ter sido terminada há anos e é um objectivo pelo qual se anseia, é impossível não reflectir sobre o que se passa. É preguiça? Terá, sem dúvida, o seu papel; não há nada mais fácil do que arranjar pequenas actividades para nos distrair do que temos para fazer. Falta de vontade? Quando se persegue um objectivo há tanto tempo, não parece lógico. Então o que será? Se calhar o medo de falhar tem o papel mais importante. Paralisa, desmotiva, assusta, esmaga. Entope a cabeça, e impede que o trabalho seja feito. O que é mais estranho é no trabalho, com a obrigação que existe em atingir os objectivos – afinal estamos a ser pagos para isso – atinge-se a concentração necessária e o trabalho é feito, ainda que o ritmo não seja idêntico todos os dias. Mas o trabalho é feito! Então porque é que perante esta tarefa, uma rampa obrigatória para se atingir um dos sonhos, não se chega ao estado de concentração nem à força necessária para a desempenhar? Custa a perceber. Ter estado tão perto de chegar a um objectivo, mas falhar. No entanto, conseguir uma nova oportunidade para lá chegar – que nem sempre é possível –  e mesmo assim ver e sentir que todos os dias se está a falhar e a desaproveitar o tempo, provavelmente destruindo novamente as hipóteses de se chegar aonde se quer. Se calhar é o medo. Ou a preguiça. Ou até falta de vontade. Não sei.

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